
Uma espécie de lagarta que, quando queima, pode levar à morte, já fez 14 vítimas no Paraná apenas neste ano. Uma mulher de 53 anos morreu. A lagarta Lonomia, típica da região centro-sul do país, aparece com mais freqüência no verão e na primavera. Neste ano, ela já fez quase a mesma quantidade de vítimas do que em todo ano passado, quando 22 paranaenses foram intoxicados, mas ninguém morreu.
A "lagarta assassina", como é chamada, pode chegar a sete centímetros, tem cor esverdeada e espinhos. As pessoas queimadas apresentam equimoses (manchas roxas), dores de cabeça e mal-estar, de acordo com Gisélia Rúbio, bióloga chefe da divisão de zoonose e intoxicação da Secretaria Estadual de Saúde.
Ela ressalta ainda que o veneno da lagarta evita que o sangue da pessoa coagule e, se ela tiver qualquer ferimento recente, pode sofrer uma hemorragia, o que pode levar à morte.
Há uma semana, uma mulher de Clevelândia (408 km de Curitiba), que não teve o nome divulgado pela secretaria, foi queimada por uma lagarta da espécie e morreu por hemorragia intracraniana. De acordo com Rúbio, ela tinha hipertensão (doença que ataca os vasos sangüíneos).
As outras 13 pessoas que foram queimadas desde o início do ano foram tratadas com soro antilonomia e passam bem.

Desde 1984, quando a Lonomia passou a ser monitorada pela Secretaria Estadual de Saúde do Paraná, 417 pessoas foram queimadas e sete morreram. A última morte havia sido em 2004, no município de Tijucas do Sul (59 km da capital).
"A lagarta é de mata nativa. Mas como [essas áreas] foram sendo devastadas, elas se adaptaram a outras plantas", diz Rúbio. Segundo ela, o inseto ataca, principalmente, em áreas rurais e vive, na maioria das vezes, em árvores frutíferas.
"Por isso, é preciso tomar cuidado ao subir e encostar em árvores, porque elas ficam nos troncos. Se a pessoa for queimada e não souber qual o tipo de lagarta, tem que ir ao hospital e levá-la junto."
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